segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Viver uma experiência sem fricote!




Quanto vale uma experiencia? A viajem, o passeio, a cultura... etc... o que conhecer?...
Francamente... fico put# quando me dão recomendações de pousadas ou hotéis... mas acredito que não viajamos para ficar dentro de um quarto (para isso fico na minha casa), tudo bem, um pouco de conforto é bem vindo, mas certamente não vou gastar meu dinheiro pagando por um quarto caro quando na realidade posso estar gastando esse dinheiro em atividades pela cidade, conhecendo a real comida local ou até mesmo ajudando um artista de rua. Prefiro camping, hostel, ou até mesmo o quintal de algum conhecido nativo para montar minha barraca. Conhecer alguns hotéis é bom, porém não é minha prioridade.
Viajar sozinho também tem toda diferença, com seus pós e contras é óbvio. Quando se esta em uma jornada solitária temos o nosso tempo todo a disposição, podemos programar nossa rotina e até mesmo quebra-lá! Rotina em viagens é fod#. mas viajar sozinho também pode ser solitário, acredito que essas condições do ir sozinho ou acompanhado depende do tipo de experiência que deseja obter em sua viajem, pois a experiência é melhor do que passar como um turista, o típico turistão anda pela cidade se portando e declarando ser um estrangeiro, de longe podemos reconhecê-lo com sua câmera na mão ou pendurada no pescoço, olhando as barraquinhas de suvenires, entrando em restaurantes indicados (que provavelmente possuem um cardápio mais comercial do que típico), eles tem pouco contato com os nativos, estão sempre com seus grupos fechados, caminham sem olhar para os outros e se espantam com qualquer coisa atípica, gostam de comprar camisetas, chaveiros, canecas e na pior das hipóteses não desgrudam dos guias turísticos (também nada contra os guias, é o trabalho deles e vivem disso), mas... quando se vai embora não sei qual o sabor que fica, nem quero um dia experimentar isso! Prefiro sentar em um bar e ficar observando, para bons observadores aos poucos se nota o clima no ar a energia que move o local, no desdobrar você começa a pegar as entrelinhas, surge um fulano, um assunto e quando se dá conta já esta entrosado conversando com todos. Quando saio sempre acontece algo, conheço algum hippie que me conta sobre o lado que não é dito para turistas, conheço um pouco de suas vidas e no desenvolver da conversa acabo descobrindo uma real cultura daquele lugar... não apenas um hippie mas qualquer nativo. No final da conversa percebo que descobri e aprendi mais do que eu imaginava ao começar.
O interessante é que quando você se entrega e tira as barreiras do "NÃO" você descobre um universo sem fricote, no início de uma relação o "NÃO" corta qualquer tipo de vinculo que você possa futuramente ter com aquele lugar, pior do que isso é o fricote te deixar com ar soberbo e ficar no ar uma certa arrogância.
Já que vai viajar, poxa, se entregue ao espírito daquele lugar e viva a sua experiência, nada melhor do que voltar com a bagagem cheia de experiências do que de bugigangas que certamente vão acumular pó na estante.
Já sabe agora né!

Auguri

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mesmo sendo de ouro, é sempre uma gaiola!


"Uma gaiola é sempre uma gaiola, mesmo que seja de ouro"... canta Tiziano Ferro.

O voo sempre traz aquela sensação de liberdade, o planejar, o voar, o ir a uma altura que desconhece. Nos fascinamos facilmente por tudo que seja diferente, temos medo de sair de nossa zona de conforto, mas, embora acreditamos ser perigoso um dia tentamos e descobrimos que é um caminho sem volta. E que caminho maravilhoso!
Quando decidimos jogar o mochilão nas costas é porque nossa gaiola esta pequena.
Descobrimos que fomos criados dentro dessas grades e com raros efeitos saímos dela, por que não arriscar? Tens medo de que? Pegue seu mochilão, coloque seus pertences básicos para alguns dias e vá... "barriga cheia, mão lavada, pé na estrada!"

Auguri

domingo, 3 de agosto de 2014

Feche a porta, pegue a mochila e vamos em frente!


E quando surge a vontade de abandonar tudo?
E quando as suas paredes viram grades?
Acredito que em alguma fase de nossas vidas ja passamos por vontades loucas de deixar moradia e semelhantes em algum canto no passado. Vou falar um pouco sobre Camila e Rafael, dois artistas de rua que conheci em Formiga MG. Na realidade meu encontro com eles foi breve, irei encontra-los novamente em São Tomé das Letras e poderei contar melhor suas histórias.
Quando os encontrei estava fazendo algumas fotos com um amigo e achei curioso vê-los no semáforo fazendo malabarismos a toco de algumas moedas. A primeira impressão que todos tem; "São moradores de rua?"... na realidade não, são ARTISTAS DE RUA, vivem de seu talento e sua arte viajando.
Ainda não conheci os motivos mas em breve estarei postando.
Vieram do Sul, Rio Grande do Sul, brincando com o fogo e malabares atravessaram meio país para conhecerem as cidades de Minas (quem sabe um dia isso não me anima! rsrs "que assim seja!"), vivem de suas próprias habilidades e fazem amizades pelo caminho... 
Bom infelizmente não vou poder falar muito nessa postagem, como citei, nosso encontro foi breve, apenas para algumas fotos e conversas curtas, assim que reencontra-los volto com histórias... humm coisa boa!

Até..
Auguri


segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Necessidade de Viajar


Em algum momento sentimos um desconforto em estar sempre no mesmo lugar, sentindo as mesmas sensações, sabores, aromas... conversando sempre com as mesmas pessoas e frequentando os mesmos lugaras, poxa!!! Não precisa ser assim!
Em um certo momento de minha vida eu tinha um emprego razoavelmente bom, estava sempre em contato com meu circulo de amigos onde marcávamos encontros em um café para jogar conversa fora, matar algumas horas e nos inteirar dos assuntos dos meios que nos interessava, geralmente ficávamos até fechar e em seguida nos reuníamos em minha casa e sempre rolava alguns drinks, regados a bastante brandy, vermute e gim. Com o tempo percebi que se resumia somente a isso (não que eu tenha largado o meu cantil de gim.. rsrs)... eu disse a mim mesmo que tinha algo errado, o emprego não me deixava mais realizado, a vida amorosa era inexistente, a vida espiritual era dolorosa e os momentos de lazer traziam apenas raros instantes de felicidade, é óbvio que eu acabava descontando na bebida (vou usar isso como desculpa... rsrs (sqn)... mas até que eu gostava), mas depois dessa bebedeira era sempre a mesma rotina de trabalho e encontros... o que variava nessa rotina é que em um dia podia ter ressaca e em outros talvez não.
Sabe quando te dá aqueles "cinco minutos" e você resolve abandonar tudo! Pois é, larguei meu emprego sem ter nada em mente ou alguma proposta nova, fiquei alguns meses parado decidindo o que fazer, até tentei me adaptar a um novo emprego, abandonei alguns hábitos, mas percebi que nada mudava, então larguei tudo novamente, vendi todos os pertences que eu possuía (até mesmo os elefantinhos de resina da estante) comprei minha barraca, alguns acessórios e dei um up no meu equipamento fotográfico (já que a fotografia é um hobbie que me satisfaz por completo).
Não sei ainda o que pode acontecer, mas antes de tudo não é apenas a vontade de viajar que me move, uma busca espiritual invisível e até mesmo transcendente faz com que todos os dias levantemos dispostos a buscar algo que nem sabemos a cor ou nome... algo que nos move, chamo isso de essência, um toque intimo, profundo que temos lá dentro, e chamo esse lá dentro de Deus ou Deuses, temos um Deus dentro de nós, ou podemos manifestar vários em sensações diferentes. Enfim, acredito que esse Deus interior me move e me conecta com todos e tudo, acredito que esse sentimento é algo além de um deus cultuado dentro de uma igreja ou de um templo, já que nos somos templo de nossos Deuses. Minha visão espiritualista independente de religiões me faz acreditar que temos que olhar para dentro e buscar respostas em nós mesmos.
E assim tudo começa a dár início a partir de hoje, e com muito amor peço forças ao povo da estrada para minha jornada.

Auguri.